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Introdução


PRÉMIO ARCHIPRIX PORTUGAL 2020

Maria Filipa São Braz Rabaça, aluna do mestrado em Arquitetura Paisagista, da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade do Algarve, obteve uma Menção Especial na oitava edição do Prémio Archiprix Portugal 2020 - Prémio Nacional para o Ensino de Arquitetura, Arquitetura Paisagista e Urbanismo.

Do coletivo de 24 finalistas foi distinguido um trabalho vencedor, uma menção especial e nove menções honrosas, que têm assegurada a presença no Anuário Archiprix Portugal 2020.  Este prémio anual reconhece a excelência do ensino e premeia o conjunto aluno/orientador/instituição de ensino.   

Orientada pela docente Sónia Talhé Azambuja, a dissertação de Maria Filipa São Braz Rabaça focou-se no tema "Contributos para o inventário de Jardins Históricos no Algarve: Faro".

A cerimónia de entrega de prémios realizou-se no passado dia 4 de julho, em Porto Brandão, Almada.  Na ocasião foi inaugurada a exposição dos trabalhos finalistas do Prémio Archiprix Portugal 2020, e também decorreu o lançamento do anuário Archiprix onde estão incluídos os respetivos trabalhos.

Sobre Prémio:

O Prémio Archiprix Portugal distingue anualmente os melhores trabalhos de fim de curso de mestrado apresentados nas áreas de Arquitetura, Arquitetura Paisagista e Urbanismo. O Archiprix é um prémio de temática livre, puramente institucional e académico que dá visibilidade à diversidade e qualidade académica da mais jovem geração de arquitetos. Destaca um coletivo de projetos que espelha os desafios e aspirações de cada concorrente, orientador e instituição de ensino do território nacional.

Em Portugal foi instituído em 2012 pela Fundação Archiprix (Roterdão) e Fundação Serra Henriques (Lisboa), envolvendo de forma plural e independente a Ordem dos Arquitetos, a Trienal de Arquitetura de Lisboa, a Casa da Arquitetura, a Docomomo Internacional e o corpo docente das instituições portuguesas de ensino de Arquitetura, Arquitetura Paisagista e Urbanismo. Enquadra-se na Rede Internacional Archiprix, constituída pelas iniciativas congéneres Archiprix Holanda, Espanha, Chile, Europa Central (Bósnia Herzegovina, Áustria, Hungria, Croácia), Turquia, Itália e Rússia. Faz também parte da rede Archiprix o prémio de abrangência global - Archiprix Internacional.



 




“A interpretação da componente simbólica do Jardim, desde sempre associada ao “Paraíso Perdido”, e as plantas e animais que o habitam, permitem o entendimento da dimensão do jardim enquanto expressão cultural extremamente rica e inspiradora das obras de arte. O Jardim do Éden surge assim como síntese da natureza em que se faz arte com a natureza e se faz natureza com arte, como expressão máxima da harmonia entre o homem e a natureza. Os jardins revelam-se como lugares utópicos e paradigmas estéticos, com as plantas e animais a surgirem como veículos privilegiados na transmissão de mensagens moralizantes e evangelizadoras.”

In AZAMBUJA, Sónia Talhé – A Linguagem Simbólica da Natureza. A Flora e Fauna na Pintura Seiscentista Portuguesa. 2.ª ed. Lisboa: Scribe, 2017, p. 370.


«O ensaio de Sónia Talhé Azambuja […] constitui um dos pontos altos desta fase amadurecida de estudos sobre a Natureza Morta portuguesa do século XVII. […] O cruzamento entre a História da Arte, a Iconologia, a Filosofia e a História Natural […] confere inegável sucesso a uma metodologia de ponta de que a autora é responsável e que afirma a originalidade da sua investigação.».

VÍTOR SERRÃO, In Prefácio

Sinopse: Em 166 pinturas portuguesas do século XVII (Josefa de Óbidos, Baltazar Gomes Figueira, etc.) estudadas foram identificadas 188 espécies de flora e de fauna, contribuindo para a descodificação do seu simbolismo.


Pode adquirir este livro na editora Scribe em versão impressa ou em e-book.