Search

Nota Biográfica


Sónia Talhé Azambuja nasceu em Lisboa, em 1974. É arquiteta paisagista, historiadora da arte e professora universitária, com 20 anos de experiência em projeto de arquitetura paisagista (jardins públicos e particulares), na investigação e ensino de arquitetura paisagista a nível de licenciatura, de mestrado e de doutoramento. Já orientou mais de duas dezenas de mestrados em arquitetura paisagista, tendo dois deles sido finalistas do prestigiado Prémio Archiprix Portugal (2019 e 2017). Integra a Direção da Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas (APAP), sócia n.º 478, a associação profissional que representa a profissão de arquiteto paisagista em Portugal.


Atualmente é Professora Auxiliar Convidada de Arquitetura Paisagista da FCT/Universidade do Algarve (2003-...) e do ISA/Universidade de Lisboa (2008-...). Desde 2003 que tem orientado trabalhos de licenciatura e de mestrado na UAlg no âmbito do projeto de recuperação do património paisagístico do Algarve (Faro: Jardins do Palácio de Estoi, Jardim do Claustro e Antiga Cerca do Convento de N.ª Senhora da Assunção, Jardim da Alameda, Jardim Manuel Bivar, Jardim do Claustro e Antiga; Loulé: Claustro e Antiga Cerca do Convento de Santo António; Tavira: Jardim do Coreto, etc.).

Como Presidente da Associação de Amigos do Jardim Botânico da Ajuda (AAJBA) assume desde 2010 a coordenação técnica e científica das obras de conservação/restauro do Jardim Botânico da Ajuda (fundado em 1768), financiadas pela AAJBA em mais de 200 000 €. Na AAJBA é ainda Coordenadora dos Cursos de Jardinagem e das Viagens Culturais. Tem integrado a equipa de diversos projetos de investigação nacionais e internacionais sobre património paisagístico, arquitetura paisagista e espaços vacantes urbanos com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Comissão Europeia. 


É reconhecida pelos seus pares como especialista, sendo convidada a apresentar palestras na Academia das Ciências de Lisboa, Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, Universidade do Algarve, Universidade do Minho, ISCTE-IUL, Universidade Aberta, Associação Portuguesa de Jardins Históricos, Museu Nacional de Arte Antiga, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, Fundação Eugénio de Almeida, Sociedade Nacional de Belas Artes, Sociedade Histórica da Independência de Portugal, e diversos Municípios (Lisboa, Faro, Óbidos, Cascais, Oeiras, etc.) e na Foundation Fürst-Pückler-Park Bad Muskau (Alemanha). 

Foi também membro especialista eleito, entre 2009 e 2019, do comité internacional ICOMOS-IFLA International Scientific Committee on Cultural Landscapes (órgão consultivo internacional da UNESCO para a classificação de jardins históricos e paisagens culturais a Património Mundial). 

É Investigadora do Centro de Ecologia Aplicada Prof. Baeta Neves (unidade I&D), InBIO-Rede de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa e Colaboradora do ARTIS-Instituto de História da Arte (unidade I&D), Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa.


Possui um Doutoramento em História, na especialidade de Arte, Património e Restauro (2015, FL/ULisboa), com a classificação de Aprovada com Distinção e Louvor, um Mestrado em Arte, Património e Restauro (2006, FL/ULisboa), e uma licenciatura em Arquitetura Paisagista (2000, ISA/UTL). Apresenta regularmente a sua investigação e projetos em algumas das melhores conferências europeias de Arquitetura Paisagista. Tem publicado livros, capítulos de livros e artigos tanto a nível nacional, como internacional. É autora do livro A Linguagem Simbólica da Natureza. A Flora e a Fauna na Pintura Seiscentista Portuguesa (1.ª ed. 2009 pela Nova Vega e 2.ª ed. 2017 pela Scribe), que se tornou obra de referência sobre o significado das plantas e dos animais na arte em Portugal.